Saúde do Homem

Estudos sobre a saúde dos homens vêm ganhando destaque no cenário nacional devido às elevadas taxas de mortalidade e morbidade que afetam esse grupo, assim como a sua baixa procura pelos serviços de atenção primária à saúde. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada três mortes de pessoas adultas no Brasil, duas são de homens. No Brasil os homens vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arteriais mais elevadas.

Os homens costumam ir menos ao médico, dão pouca atenção a pequenos sintomas que surgem no dia a dia e, muitas vezes, acham que se preocupar com a saúde não é importante. Quando se trata de saúde e bem-estar, uma parcela considerável dos homens ainda é muito negligente. Esse é um dos motivos que levam os brasileiros a terem menor expectativa de vida do que as mulheres.

De acordo com o último levantamento do Centro de Referência da Saúde do Homem, 60% dos pacientes já chegam ao hospital com quadros de doenças avançados. Essa demora no diagnóstico compromete o tratamento, podendo causar ainda mais complicações. Os costumes sociais, cercados de preconceito, costumam ser as principais barreiras para que eles não procurem o médico em tempo hábil.

Pensando nisso, foi criado o movimento Novembro Azul, que tem como principal objetivo conscientizar a população masculina sobre a importância dos exames preventivos para o diagnóstico e combate a doenças, como o câncer de próstata.

Homem Moderno e Saúde Mental

A Saúde Mental dos Homens também requer algumas reflexões. De acordo com o psicanalista e hipnoterapeuta Inácio Ferreira., os homens enfrentam dificuldade em expressar suas fragilidades, porém ainda guarda consigo as características de que se abrir ao universo novo é sinal de fraqueza. “O homem moderno é capaz de compreender que pode demonstrar emoções, que homem também chora, que pode ser um pai amoroso e um marido presente, sem com isso perder a sua masculinidade. Sua força está justamente na capacidade de carregar em si toda a energia que lhe é peculiar, se adaptando ao novo e preservando seu homem interior”.

Não buscar apoio profissional para cuidar da saúde mental pode colocar os homens em um caminho mais curto para as drogas e o abuso de outras substâncias. Retirar o estigma de condições como a ansiedade e a depressão, normalizar que esses sejam também problemas masculinos, é dar uma chance à saúde e à recuperação.

É essencial fazer com que os homens entendam que não precisam resolver seus problemas sozinhos e que a vulnerabilidade não faz com que percam sua autoridade. É necessário educar sobre saúde mental, assim como se faz com doenças físicas. No âmbito pessoal, é importante dar oportunidade a pessoas próximas para que expressem seus sentimentos.

Fontes:

Organização Mundial da Saúde

Ministério da Saúde

Centro de Valorização à Vida

Sobre o Autor

Morgana Lovato Cantarelli administrator

Proprietária da Empresa Corpo em Ação , educadora física formada no IPA (1991), especializada em pedagogia do treinamento desportivo, especializada em pilates, palestrante, professora de massoterapia e Estado do Rio Grande do Sul

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