Tecnoestresse: saiba como evitar

Olá Pessoal! Vocês já ouviram falar sobre tecnostresse? Uma doença moderna que hoje é realidade entre muitos profissionais e que se intensificou durante a pandemia do novo Coronavírus.

Com a chegada da Pandemia, o uso da tecnologia aumentou consideravelmente, e o uso no dia a dia tem afetado os usuários de maneira negativa.

Mas afinal… o que é tecnostresse?

Segundo Ana Carolina, psicóloga e CEO da healthtech Bee Touch, a tecnoestresse pode ser considerada uma doença moderna. A psicóloga alertou que o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no trabalho deixam as pessoas mais vulneráveis ao estresse psicológico, o chamado tecnoestresse.

“O conceito de tecnoestresse está diretamente relacionado aos efeitos psicossociais negativos decorrentes do uso de TICs, como problemas de sono, exaustão mental, ansiedade, entre outros. As TICs foram amplamente incorporadas em vários setores da economia e fazem parte da nossa vida diária. Contudo, têm pessoas que se sentem muito tensas diante desta necessidade”, destacou a psicóloga.

Um dos motivos para o surgimento de sentimentos negativos, como fadiga e sensação de incompetência, é o fato desses recursos exigirem dos usuários um processo de adaptação. Isso inclui novas habilidades comportamentais e de manuseio.

Quais cuidados as empresas e os profissionais devem tomar para evitar o tecnoestresse?

Na opinião da especialista, a pandemia favoreceu o aumento do estresse causado pelo uso excessivo de tecnologia. 

“Hoje, o trabalho remoto se tornou uma realidade, mesmo para aqueles que não a utilizavam em seu dia a dia laboral. Além disso, há uma maior exposição às redes. 

Com o distanciamento social, as pessoas precisaram recorrer mais às TICs para permanecerem em contato com seus amigos e familiares e se atualizarem em relação às notícias. Toda essa necessidade de adaptação provocada pela tecnologia gera consequências físicas e psicológicas”, alertou.

Ana Carolina ainda ressaltou que muitos problemas psicológicos têm surgido com mais intensidade ultimamente. Entre eles, a dependência de internet, problemas de sono e de humor.

“Devemos assumir que o mundo mudou e que as mudanças serão permanentes. Hoje, o mundo é híbrido: físico e digital. Portanto, o tecnoestresse já é uma realidade para muitos”, diz.

As empresas podem auxiliar seus colaboradores debatendo o tema e os capacitando para a identificação precoce deste tipo de estresse, além de promover medidas de prevenção.

O tema da saúde mental é pouco debatido, mas tem um impacto sistêmico na

Como diagnosticar e tratar a tecnoestresse?

Um dos sintomas possíveis de identificar é a fadiga (mental e cognitiva), ocasionada pelo uso contínuo de TICs. Outro fator que pode ser observado é o estado ansioso frente ao uso da tecnologia e o sentimento de incompetência.

“Muitas pessoas tem apresentado, por exemplo, fobia de abrir a câmera em videoconferências, o que parece estar atrelado a uma dimensão do tecnoestresse relacionada a sentimentos negativos sobre sua própria capacidade.”

A psicóloga ainda alertou que é importante identificar no ambiente organizacional o perfil de risco para o desenvolvimento do tecnoestresse. “Esse rastreio é fundamental para que sejam delineadas intervenções preventivas. Os treinamentos e capacitações devem abranger, além dos aspectos técnicos, as implicações psicológicas do uso de TICs.”

Quais ações as empresas precisam desenvolver para criar esse ambiente de trabalho psicologicamente seguro?

Ana Carolina defende que as empresas precisam implementar uma gestão dos riscos psicossociais. Assim, é possível rastrear as potenciais consequências físicas e psicológicas nos colaboradores e estabelecer um plano de ação adequado às características da sua população. 

“Além disso, a organização pode desenvolver políticas e medidas preventivas em relação à saúde mental. Isso repercute na diminuição dos riscos de acidentes de trabalho, na redução dos índices de sinistralidade, absenteísmo, afastamentos e melhoria da produtividade e beneficia a qualidade de vida dos colaboradores”

Investir na melhoria da saúde mental por intermédio de atividades como Mindfulness e ginastica laboral, é fundamental para que haja uma melhora da saúde e qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Fonte: https://folhadirigida.com.br/mais/noticias/especiais/tecnoestresse-doenca-moderna-realidade-profissionais

Sobre o Autor

Morgana Lovato Cantarelli administrator

Proprietária da Empresa Corpo em Ação , educadora física formada no IPA (1991), especializada em pedagogia do treinamento desportivo, especializada em pilates, palestrante, professora de massoterapia e Estado do Rio Grande do Sul

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