Transtornos Alimentares

Vocês sabem o que significa Transtornos Alimentares? Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os transtornos alimentares são um conjunto de doenças psiquiátricas de origem genética, hereditária, psicológicas e/ou sociais, caracterizados por perturbação persistente na alimentação. Cnsiderando suas características, eles podem ter sido agravados no período de isolamento social, em decorrência da Pandemia.

No Brasil, segundo dados da própria OMS, 4,7 da população sofre de transtorno de compulsão alimentar (TCA). Esse número é quase duas vezes maior que a média mundial, que gira em torno de 2,6 da população. No país, a incidência maior é em jovens mulheres de 14 a 18 anos.

Todo ser humano tem alguma preferência alimentar, algum alimento salgado ou algum doce de sua preferência que possa, eventualmente, comer mais do que o normal. Mas quando falamos de um comprometimento persistente do comportamento do indivíduo com o alimento e com o próprio corpo, isto é algo que precisa receber maior atenção.

“Em geral, os transtornos alimentares (TA) são vistos como patologias que acometem os planos psíquico e somático. As alterações do comportamento alimentar podem ter forte impacto sobre a saúde geral dos indivíduos, manifestando-se por meio dos estados de peso extremo nas patologias, como caquexia e obesidade mórbida” (CLAUDINO; ZANELLA, 2005).

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (2014), fazem parte do grupo de TA: a Pica, o Transtorno de Ruminação, o Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo, a Anorexia Nervosa, a Bulimia Nervosa e o Transtorno de Compulsão Alimentar

“Os TAs afetam, na sua maioria, adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, que podem levar grandes prejuízos como aumento da morbidade e mortalidade” (PHILIPPI, 2011). De acordo com a psiquiatra Camila Coutinho, os homens também sofrem destes transtornos, mas devido a pressão social estética ter um impacto maior sobre as mulheres, elas são mais acometidas pela patologia.

“Na perspectiva biológica, o conceito de alimentação saudável se refere a ingestão de alimentos com a quantidade e a qualidade adequadas, com a diversidade e equilíbrio, de modo a promover adequado funcionamento do organismo, a manutenção e promoção da saúde”. (PHILIPPI, 2011)

“Em humanos, o comportamento de ingestão de alimentos é organizado em refeições distintas, separadas por intervalos de não-ingestão de alimentos. Os fatores internos que determinam os períodos de alimentação e não-alimentação são experiências psicológicas de fome e saciedade” (CLAUDINO; ZANELLA, 2005). Quando um indivíduo possui algum TA, ele fica unicamente com os pensamentos direcionado para a comida. Pensamentos de restrição alimentar para evitar comportamentos compulsivos ou de eliminação dos alimentos ingeridos. São atitudes e pensamentos que geram muito sofrimento.

O indivíduo com patologia associada, têm vergonha de comer na frente das pessoas queridas, sensações de culpa após alimentação e geralmente tem o gatilho disparado ao comer um pedaço de pizza ou um brigadeiro.

“Não existe uma causa específica responsável pelo TA. Acredita-se que o modelo multifatorial contribua para o aparecimento, com participação de fatores biológicos, genético, psicológicos, socioculturais e familiares”. (Jacobi et al., 2004)

Na maior parte das pessoas com TAs, percebe-se determinados traços de personalidade em comum: baixa-auto-estima, sentimentos de desesperança, medo, negativismo, perfeccionismo, entre outros. A qualidade física e psíquica do indivíduo fica comprometida, assim como a qualidade psíquica de seus familiares ao perceberem mudanças de comportamento como isolamento social e ingestão inadequada de remédios e chás.

“Os exercícios podem atuar como um componente do tratamento de recuperação no intuito de reduzir ansiedade, elevar o humor e ajudar na alimentação de pacientes com TAs. Os programas de exercícios físicos para esses pacientes devem ter como objetivos: promover a saúde por meio da educação, imagem corporal, autoestima; também colaborar com a recuperação do peso, ser uma boa alternativa de atividades sociais, desmistificação de crenças e mitos referente a prática inadequada dos exercícios físicos ”. (BEUMONT, 1994)

Como aconselhamento, boas estratégias são: “discutir as verdades e mitos relacionados aos exercícios físicos, ambiente cultural, promover a reflexão sobre os padrões de beleza, estabelecer metas realistas e progressivas; procurar soluções; oferecer suporte social: discutir a importância das atividades físicas, buscar o apoio familiar, trabalhar na prevenção; estimular a auto eficácia e ensinar boas estratégias. (PHILIPPI,2011)

De acordo com a psiquiatra Camila Coutinho, quanto antes foi realizado diagnóstico e quanto mais profissionais forem envolvidos nesta equipe multidisciplinar, melhores serão os resultados deste tratamento que necessita da presença do psiquiatra, psicólogo, nutricionista, profissional de educação física, enfermeiro, endocrinologista, fisioterapeuta, clinico geral, ginecologista, gastroenterologista.

Sobre o Autor

Morgana Lovato Cantarelli administrator

Proprietária da Empresa Corpo em Ação , educadora física formada no IPA (1991), especializada em pedagogia do treinamento desportivo, especializada em pilates, palestrante, professora de massoterapia e Estado do Rio Grande do Sul

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